O prefeito de Campinas, Dário Saadi, presidiu nesta segunda-feira, dia 26, a cerimônia de homenagem ao “Mês do Acolhimento Familiar”. O evento ocorrereu na Sala Azul. “Quero congratular as famílias que participam desse programa tão importante para nossas crianças e convidar mais famílias para aderir a essa grande iniciativa. Muito nos honra o fato de Campinas ser um dos modelos nacionais desse serviço”, afirmou o prefeito.
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A secretária de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, Vandecleya Moro, acrescentou que a importância da sociedade civil no acolhimento das crianças por meio do serviço de família acolhedora. “Políticas públicas se fazem com parceria e todos os voluntários desse grande programa são responsáveis pelo sucesso desse serviço”, acrescentou.
O propósito é destacar a importância das famílias acolhedoras na vida de crianças e adolescentes em Campinas. Desde 1997, quando foi criado o serviço de Família Acolhedora de Campinas, 469 crianças e adolescentes já foram acolhidos por famílias na cidade. O Sapeca (Serviço de Acolhimento e Proteção Especial à Criança e ao Adolescente) e o ConViver são responsáveis por oferecer o serviço.
A coordenadora Setorial de Proteção Social Especial de Alta Complexidade Criança, Adolescente e Mulher, Maria José Geremias, destacou que cerca de 50% das crianças que passam pelo programa Família Acolhedora voltam ou para suas famílias ou para a família estendida, composta de parentes próximos, como tios e tias.
O ConViver tem atualmente 14 famílias cadastradas e o Sapeca tem 10. Atualmente, existem 24 famílias acolhedoras cadastradas, com 14 ativas que estão acolhendo 16 crianças e adolescentes neste mês.
Ambos os serviços acolhem crianças e adolescentes de até 17 anos e 11 meses, com prioridade para crianças na primeira infância (0 a 6 anos), conforme estabelecido pela Lei Municipal n° 13.257/2016, conhecida como Lei da Primeira Infância, e especificado no Plano da Primeira Infância Campineira – PIC.
O serviço de Família Acolhedora é uma alternativa ao acolhimento institucional, com o objetivo de fornecer um ambiente familiar para crianças e adolescentes até que eles possam retornar às suas famílias biológicas ou serem encaminhados para adoção. Foi legalmente reconhecido em 2009, por meio da Lei 12.010, que adicionou ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) a previsão desse tipo de acolhimento.

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