Você já se perguntou por que é tão desafiador engajar a nova geração no mercado de trabalho? Muitos líderes têm enfrentado dificuldades para reter talentos, promover um ambiente saudável e, ao mesmo tempo, alcançar resultados de alto impacto.
Sim, com certeza você já viu (ou até mesmo já fez) piadas sobre a Geração Z no mundo do trabalho. Nascidos entre 1995 e 2010, esses jovens são nativos digitais e, segundo a consultoria McKinsey, já representam cerca de 1/4 da força de trabalho global. Em cinco anos, devem chegar a 30%.
Em postagens no LinkedIn e no TikTok, é comum ver profissionais de diferentes áreas descrevendo os Gen Z como preguiçosos, pouco tolerantes, sem compromisso, individualistas, mimados e incapazes de lidar com críticas. Trocando em miúdos: um problema para o mercado de trabalho.
Mas será que é isso mesmo?
Já adianto um spoiler: ignorar o que motiva e engaja esses jovens é perder uma excelente oportunidade.
De que jovens estamos falando?
Antes de qualquer julgamento, vale parar e refletir: quem são os jovens que estão entrando no mercado de trabalho?
Estamos falando daquele que cresceu em um bairro nobre, filho único de pais bem-sucedidos, que estudou nas melhores escolas e teve acesso a intercâmbios e cursos desde cedo? Ou do jovem da periferia, que precisou conciliar trabalho e estudo, muitas vezes tendo responsabilidades financeiras com sua família ainda na adolescência?
A Gen Z é diversa! Esses dois grupos existem, e colocá-los como um grupo homogêneo só reforça estereótipos. Recomendo a leitura dessa reportagem da Agência Mural pra terem alguns exemplos que provam isso.
O que muitas empresas ainda não percebem é que esses jovens estão questionando modelos ultrapassados e exigindo um mercado de trabalho mais justo e coerente com seus valores.
Se, por um lado, isso pode gerar ruído, por outro, é uma grande oportunidade de aprendizado. Afinal, essa geração tem muito a ensinar sobre o futuro do trabalho.
Vamos a seis lições que podemos aprender com eles:
1. Trabalho é parte da vida, não a vida inteira
Ao contrário das gerações anteriores, que muitas vezes construíram sua identidade em torno da carreira, a Geração Z enxergao trabalho como parte da vida — e não o centro dela.
Para esses jovens, sucesso profissional não se mede por longas jornadas ou status, mas sim por equilíbrio e bem-estar. Empresas que ainda priorizam apenas a produtividade, sem levar em conta a saúde mental e a qualidade de vida dos funcionários, correm o risco de perder talentos.
E não, isso não tem nada a ver com falta de compromisso. Tem a ver com sustentabilidade no trabalho.
2. Valores importam (e muito)
Se tem uma palavra que define bem essa geração, é prioridade. A Geração Z não tem medo de dizer o que quer e o que não aceita.
Isso significa que eles não toleram abusos, não aceitam ambientes de trabalho tóxicos e preferem trabalhar em empresas que compartilhem seus valores. Propósito e coerência são essenciais. Se a cultura organizacional não condiz com o que a empresa prega, eles não hesitam em buscar um ambiente mais alinhado com suas crenças.
3. Tecnologia é aliada, mas não tudo
Os Gen Z cresceram imersos na tecnologia e sabem usá-la a seu favor. Trabalho remoto, automação, inteligência artificial e ferramentas de produtividade fazem parte do seu dia a dia. Eles sabem que tecnologia é sinônimo de eficiência.
Porém, ao contrário do que muitos pensam, essa geração também valoriza experiências offline. Não à toa, uma palavra chave para a Gen Z é: nostalgia. Eles buscam por experiências off-line para viver experiências mais reais e palpáveis (e muitas marcas estão percebendo isso, como a Revista Capricho que voltou a publicar revistas impressas após uma década).
Com eles, podemos aprender a usar o melhor que a tecnologia tem a nos oferecer, sem deixar de lado vivências do mundo real.
4. Engajamento social e político
A Geração Z não está preocupada apenas com suas carreiras individuais, mas também com o impacto que o trabalho tem no mundo. Eles esperam que as empresas se posicionem sobre temas importantes, como sustentabilidade, diversidade e direitos humanos.
Não basta apenas vender um produto ou serviço, é preciso demonstrar compromisso real com causas sociais e políticas. Empresas que tentam se manter neutras ou que não praticam o que pregam podem perder credibilidade com essa geração.
Não só isso, a Gen Z luta por espaços dentro das empresas, querem ser ouvidos e que outros sejam ouvidos. Lutam para que não continuemos normalizando preconceitos nas pequenas ações do dia a dia.
5. Saúde mental é inegociável
Nunca se falou tanto sobre saúde mental no ambiente de trabalho — e isso se deve, em grande parte, à Geração Z. Esses jovens sabem que produtividade e bem-estar precisam andar juntos. Trabalhar até a exaustão não é uma medalha de honra; é um problema.
Empresas que ainda incentivam a cultura do "trabalhe até cair" estão perdendo relevância. O novo modelo de trabalho exige respeito aos limites e ambientes saudáveis.
6. Plano de carreira é essencial
Muitos jovens veem no mercado de trabalho uma chance real de mudança social. É por isso mesmo que, para eles, pensar em um plano de carreira é importante. Se a empresa não tem perspectiva alguma de crescimento, que sentido faz? Ficar estagnado não é bom pra ninguém, e a Gen Z é a primeira a querer fugir disso.
De acordo com o Instituto da Oportunidade Social, 67% dos jovens da Geração Z consideram fundamental que as empresas ofereçam possibilidade de crescimento. Eles querem oportunidades reais e um ambiente que os impulsione. E isso é algo que todos nós devemos buscar.
O que você tem feito?
A Geração Z está redefinindo as regras do mercado. Eles querem mais propósito, equilíbrio e transparência. Empresas que entendem e se adaptam a essa nova realidade saem na frente para atrair e reter talentos.
E talvez o maior aprendizado dessa geração seja esse: o trabalho é importante, mas não deve nos definir por completo. Afinal, somos muito mais do que nossos cargos e funções.
Empresas que não se adaptam a essa nova realidade correm o risco de perder talentos e de serem vistas como ANTIQUADAS por seus próprios colaboradores e clientes. Já pensou?
Por outro lado, líderes que abraçam essa mudança têm a oportunidade de construir times mais engajados, produtivos e inovadores.
Como mentora e palestrante, minha missão é ajudar líderes como você a decodificar a linguagem da Geração Z e transformar os desafios em oportunidades. Você acha que tem essa necessidade na sua organização?
Aqui do meu lado, durante minha trajetória, já auxiliei empresas a criar ambientes de trabalho mais alinhados com os valores de diferentes gerações. Isso ajudou elas a manter e promover engajamento, retenção de talentos e inovação.
Se você sente que está com problemas de engajamento e retenção de jovens talentos, toque no link abaixo, para ter um diagnóstico comigo. Eu vou ter prazer em te ajudar!
Você já refletiu sobre o que faz a Geração Z desafiar os modelos tradicionais de trabalho? Esses jovens, nascidos entre 1995 e 2010, estão trazendo uma nova perspectiva para o mercado: mais equilibrada, focada no bem-estar e alinhada com valores como propósito, diversidade e saúde mental.
Segundo a McKinsey, a Gen Z já representa 25% da força de trabalho global e, em poucos anos, chegará a 30%. No entanto, muitos líderes ainda enfrentam dificuldades para engajar esses profissionais e criar um ambiente saudável que retenha talentos.
Essa geração traz lições importantes, especialmente no que diz respeito à saúde mental. Ao contrário das gerações anteriores, eles não veem o trabalho como a única fonte de identidade. Para eles, bem-estar e equilíbrio não são benefícios extras, mas pré-requisitos.
Empresas que insistem na cultura do "trabalhe até cair" não conseguem atrair e reter esses jovens. Além disso, temas como valores organizacionais, plano de carreira e impacto social são fundamentais para engajá-los.
A Gen Z também lidera a conversa sobre saúde mental no ambiente corporativo. Eles sabem que produtividade não pode vir à custa da exaustão. Ambientes de trabalho saudáveis, com respeito aos limites, são essenciais para que eles se sintam valorizados e motivados.
De acordo com o Instituto da Oportunidade Social, 67% dos jovens dessa geração consideram essencial que as empresas ofereçam oportunidades de crescimento. Eles querem construir uma carreira que faça sentido e esteja alinhada com seus valores, sem comprometer sua saúde física ou mental.
Se as empresas desejam prosperar neste cenário, precisam se adaptar. Ignorar essas mudanças é um risco para a retenção de talentos e para a própria relevância no mercado.
Líderes que entendem e abraçam essa transformação podem criar equipes mais engajadas, inovadoras e resilientes. Se você enfrenta desafios para engajar a Geração Z ou busca criar um ambiente mais saudável e alinhado, entre em contato comigo. Juntos, podemos transformar desafios em oportunidades e construir uma organização mais preparada para o futuro.
Patricia Pessoa Pousa
Fonte/Créditos: Patricia Pessoa Pousa
Créditos (Imagem de capa): Imagem: Reprodução/Vogue

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