BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - PT e PSD superaram um dos principais obstáculos para a consolidação de uma aliança em Minas Gerais que irá oferecer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um lugar no palanque do ex-prefeito Alexandre Kalil no segundo maior colégio eleitoral do país.
O avanço das negociações se deu após os petistas mineiros cederem e abrirem mão de indicar o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) para a disputa por uma vaga ao Senado na chapa encabeçada por Kalil.
Em troca, o PT de Minas Gerais vai poder indicar o nome para a vaga de vice-governador na chapa. Ainda não há definição de nomes.
A disputa pelo Senado era o principal entrave para a aliança, pois o nome do PSD é o do atual senador Alexandre Silveira (PSD-MG), presidente do partido em Minas Gerais e secretário-geral nacional do PSD.
Silveira ainda é aliado próximo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e conta com apoio da bancada de deputados da sigla comandada por Gilberto Kassab.
Nos últimos dias, haviam até surgido rumores de que Silveira poderia aceitar convite para se tornar o líder do governo Jair Bolsonaro (PL) no Senado, uma movimentação que era vista nos bastidores como forma de pressionar o PT.
Na contramão, petistas chegaram a sugerir uma aliança com o atual governador de Minas gerais, Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, no entanto, havia o entendimento de que PT e PSD precisam um do outro.

Comentários: