Dirigentes de oito partidos perderam a bússola depois da votação. Ontem, começaram a analisar alternativas para sobrevivência.
O caso mais grave é o do PTB do ex-deputado Roberto Jefferson, do Rio, que apresentou na campanha presidencial um personagem exótico, autoproclamado padre.
Em 2018, o PTB elegeu dez deputados federais. No domingo, perdeu 90% da bancada. Foi reduzido a um único representante na Câmara.
Grande, também, foi o fiasco parlamentar do Solidariedade: tinha 13 deputados, caiu para quatro. Queda de 69%.
PROS e o Novo caíram de 8 para 3, num declínio de 62,5%.
Já o PSDB e o PSB perderam os governos-sede, em São Paulo e Pernambuco, e arruinaram-se na Câmara.
O PSDB viu dissipar mais da metade (55%) da sua bancada. Dos 29 deputados ficou reduzido a 13. O PSB caiu (56%) de 32 para 14.
O PDT recuou (39%), de 28 deputados para 17. E o Cidadania de 8 para 5, numa queda de 37,5%.
A esses oito partidos não sobram muitas opções, entre elas fusão e federação com outros bem-sucedidos. Algumas negociações já estão em andamento.
Para três outros casos (PMN, Agir e Democracia Cristã), o problema de sobrevivência acabou resolvido nas urnas: eles foram eliminados da Câmara.
Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/fiasco-nas-urnas-deixa-oito-partidos-em-risco/